SOBRE O BLOG

A internet se usada para o bem é um instrumento de grande utilidade para nos informarmos e mais, nos informar com apenas aquilo que nos interessa e que achamos relevantes para a formação da nossa sociedade.

O meu intuito com esse blog, além de dizer o que penso e não censurar nenhum tipo de comentário, é mostrar coisas legais que eu achei na web e mostrar para aquele que o visita que dá pra adquirir conhecimento pela internet, não que eu vá passar esse conhecimento, loge de mim, mas vou dar algumas dicas de sites legais.

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Comments
  1. Raimundo Wilson S. D. Morais says:

    MARINA COVAS QUERIA ELEGER FERNANDO SERRA
    Raimundo Wilson S. D. Morais (*)

    Já vi esse filme. E dele me lembro como se o visse hoje agora. Nas eleições para presidente, em 1989, foram para o segundo turno Lula, uma esperança da esquerda e Fernando Collor, o representante da direita mais podre que dirigiu este país.

    Logo após a divulgação dos resultados, Leonel Brizola, um dos concorrentes, declarou seu apoio incondicional a Lula. Devo dizer que nunca tive grande simpatia por Brizola, mas, a partir daí, passei a vê-lo com muito respeito. Brizola sabia muito bem onde estava o inimigo, e que não havia tempo a perder, discutindo o sexo dos anjos.

    Minha admiração por Mário Covas acabou naquelas eleições. Anunciado o resultado do primeiro turno, Covas levou duas semanas sem dizer a quem daria o seu apoio. Cheguei à conclusão de que tal atitude poderia estar relacionada ao fato de que, em política, nem sempre vale a razão, mas a paixão. Poder, cargos, fama, vitória, dinheiro, vaidade, tudo conta. Covas era favorito, mas entrou Lula.

    Para milhões de eleitores que o tinham na mais alta conta, a indefinição de Covas significava não haver diferença entre Collor e Lula. Nasceu a expressão “em cima do muro”, que passaria a identificar o comportamento tucano por muitos anos, legítima herança do PMDB.

    O resultado da brincadeira a História registrou. Tivesse Covas feito o mesmo que Brizola, muitos sofrimentos nos seriam poupados. Muitos anos depois, Covas entregou o patrimônio do estado de São Paulo, que ele governava, nas mãos da sanha privatista do governo Fernando Henrique. Naquela ocasião, Covas era o único líder respeitado, capaz de se opor à destruição geral. A doença que o acometeu talvez o tenha debilitado demais, para fazer enfrentamentos.

    Vinte anos depois, o filme é remasterizado. Uma fundadora do PT acredita que a defesa do meio ambiente passa por um partido pequeno que se alia à direita podre, a mesma que assassinou Chico Mendes. Tudo se esquece. Em 2010, os tucanos, aliados dos demos, chegaram ao segundo turno. Perderam em todos os estados miseráveis do Brasil, mas venceram nos redutos da oligarquia. Tal como era de se esperar.

    O que não se esperava era que a defensora dos seringueiros do Acre tivesse a votação estrondosa que teve. E muito menos que ficasse na dúvida sobre quem defenderá melhor os miseráveis deste país. Por que será que ela fez isso? Vingança, talvez, por ter sido demitida por Dilma? Que foi injusto, foi, mas entregar tudo nas mãos dos herdeiros de Fernando Henrique é ir longe demais.

    Nos anos 1980, quando a direita o viu perigo em Tancredo Neves, o PMDB nomeou o fiel escudeiro da ditadura, chamado Zé Sarney, como seu vice. Deu no que deu. Passados 25 anos, o PMDB escolheu Michel Sarney, o vice de Dilma. E não acredito que Marina Covas deseje a eleição de Fernando Serra. Rezemos, Marina, e esqueçamos o passado, perdoando os que nos ofenderam. O perigo é real, mesmo que o outro Zé não seja eleito. Dilma corre perigo, e o Brasil é maior que nós.

    (*) O autor cursou Economia e Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (graduação e licenciatura plena em Sociologia).

  2. Raimundo Wilson S. D. Morais says:

    Quem ainda tiver dúvida sobre José Serra e os demotucanos leia com atenção o depoimento de Amaury. Em seguida, leia:

    Abaixo, quatro matérias publicadas pela Folha de São Paulo em 2002, no espaço de cinco dias, falando das ligações de Ricardo Sergio com o Serra, Preciado e FHC e com explicações sobre os bastidores da privatização da Vale:
    1 – No BB, Ricardo Sérgio ajudou empresário ligado a Serra
    2 – Entenda o caso da privatização da Vale do Rio Doce
    3 – Saiba os bastidores da privatização da Vale do Rio Doce
    4 – Saiba mais sobre Ricardo Sérgio, ex-diretor do Banco do Brasil
    No BB, Ricardo Sérgio ajudou empresário ligado a Serra
    FERNANDO RODRIGUES – da Folha de S.Paulo, em Brasília
    O empresário e economista Ricardo Sérgio de Oliveira ajudou a favorecer no Banco do Brasil, em 1995, empresas de um dos doadores de campanha do pré-candidato tucano a presidente, José Serra. A pessoa favorecida também mantinha um terreno em sociedade com o tucano.
    Segundo documentos do BB, a ajuda contou com “operações heterodoxas” e “atípicas” de empréstimo e de redução de dívidas. Ricardo Sérgio foi diretor da Área Internacional do banco de 95 a 98.
    O beneficiário foi Gregorio Marin Preciado, um empresário espanhol naturalizado brasileiro que atua na região do ABC, na Grande São Paulo. À época da operação, ele tinha um terreno no Morumbi, bairro nobre da cidade de São Paulo, em sociedade com José Serra. A mulher de Marin, Vicencia, é prima em primeiro grau do tucano. A mãe de Vicencia é irmã da mãe de Serra.
    O BB concedeu a Marin uma redução de dívida de, pelo menos, R$ 73,719 milhões resultantes de juros e encargos acumulados sobre empréstimos. Esse benefício foi dado a duas firmas de Marin, a Gremafer e a Aceto, que estavam em situação de inadimplência crônica com o banco.
    Em 25 de julho de 95, quando as empresas Gremafer e Aceto continuavam inadimplentes, houve uma tentativa do Banco do Brasil de arrestar bens pessoais de Marin. Depois de fazer uma pesquisa em cartório, o Banco do Brasil elaborou lista de bens pertencentes ao empresário.
    Um desses bens foi o terreno que Marin possuía em sociedade com Serra no Morumbi. Vários documentos do banco citam o caso, alguns mencionando o nome do tucano.
    Antes que a Justiça pudesse agir, Marin foi mais rápido. Vendeu, junto com Serra, o terreno do Morumbi em 19 de setembro de 95, menos de dois meses depois de o banco ter decidido entrar na Justiça. Impediu assim que a ordem de arresto fosse cumprida, driblando a tentativa do Banco do Brasil de recuperar parte da dívida.
    O valor oficial de venda do imóvel foi de R$ 140 mil, segundo registro no 15º Cartório de Registro de Imóveis de São Paulo. O comprador, a construtora Alfons Gehling & Cia Ltda., projetou para o local um prédio de 12 andares e dois subsolos, depois de ter comprado um lote vizinho e aumentado a área para 1.620 m2.
    Primeiro empréstimo – O negócio da Gremafer e da Aceto com o Banco do Brasil começou em 93. O primeiro empréstimo foi equivalente a US$ 2,5 milhões, em agosto daquele ano. Era denominado em dólar porque saía por meio da Resolução 63, um instrumento que os bancos têm no Brasil para captar dinheiro no exterior e repassá-lo a tomadores no país.
    O segundo empréstimo saiu no final de 95. Foi equivalente a US$ 2,8 milhões. No total, a Gremafer e a Aceto receberam em reais um valor correspondente a US$ 5,3 milhões do BB. A dívida disparou por causa dos juros altos e da falta de pagamento. Chegou a passar de R$ 61 milhões em novembro de 98, quando o Banco do Brasil finalmente desistiu de ajudar as empresas -uma data que coincide com a saída de Ricardo Sérgio da instituição.
    Apesar de lhe faltar dinheiro para pagar em dia o Banco do Brasil, Marin encontrou fundos para fazer doações de campanha a Serra em 94. Ao todo, a Gremafer e a Aceto doaram R$ 62.442,82, segundo a prestação de contas do tucano. No começo de 95, as empresas estavam com dívidas de mais R$ 20 milhões.
    Ricardo Sérgio e charutos – A Folha entrevistou sete funcionários do Banco do Brasil que participaram formalmente das decisões a respeito da Gremafer e da Aceto. Em reserva, dois confirmaram inteiramente a influência de Ricardo Sérgio na aprovação da redução de dívidas. Dois disseram que não sabiam. E três se recusaram a falar sobre o assunto, alegando sigilo bancário.
    O próprio Marin não esconde que Ricardo Sérgio teve participação na aprovação das operações de empréstimos. “Estive com ele algumas vezes nesse período”, disse o empresário ontem, usando um celular na Espanha, onde se encontra no momento.
    Marin faz a ressalva de que as operações não lhe foram favoráveis, e que Ricardo Sérgio esteve presente em reuniões sempre com outros funcionários do Banco do Brasil. A Folha apurou, porém, que as relações do empresário com o ex-arrecadador de fundos do tucano foi mais próxima do que isso.
    Em um determinado momento, durante a negociação do empréstimo e da recomposição das dívidas da Gremafer, Marin mandou de presente uma caixa de charutos para Ricardo Sérgio. Confrontado com essa informação, o empresário ficou em silêncio alguns segundos e disse: Eu fumo charutos”. E a Folha: “E daí?”. Ao que o empresário concluiu: “Daí, pronto. Já estou te respondendo. Não vamos entrar nesse nível de detalhes”.
    Em seguida ao diálogo sobre o charuto, a ligação caiu. Até o final da tarde de ontem Marin não telefonou novamente para a Folha, embora o jornal tivesse insistido com seu filho, Gregorio Marin Junior, que desejava continuar a entrevista.
    Diretores do BB – O superintendente do BB em São Paulo à época da operação com a Gremafer e com a Aceto era Wolney Ferreira. Ele escreveu uma correspondência contundente a respeito do episódio.
    Arquivada em meio a centenas de papéis desse caso, a carta de Wolney dá a impressão de que seu autor se precavia contra futuros problemas – afinal, apesar da influência de Ricardo Sérgio, eram funcionários de escalão inferior que tinham de assinar os relatórios favoráveis.
    A preocupação de Wolney era com a operação aprovada em 8 de novembro de 95 pela diretoria do BB. Nessa data, foi aprovada uma redução de R$ 16,453 milhões na dívida das empresas de Gregorio Marin Preciado. Além disso, a Gremafer e a Aceto receberam um novo empréstimo no valor equivalente a US$ 2,8 milhões.
    Ao comentar essa operação, Wolney redigiu sua carta em 27 de novembro de 95. Endereçou-a ao então presidente do BB, Paulo César Ximenes. Wolney, hoje aposentado e vivendo em Nova York, começava dizendo que a redução de R$ 16,453 milhões e o dinheiro novo se tratavam de “operações em curso anormal”. Eis alguns trechos do documento:
    - “Essas soluções heterodoxas e atípicas e, como tais, não ajustadas às normas têm sido invariavelmente submetidas ao Conselho Diretor, com vista ao seu exame e decisão a respeito” (…);
    - “Buscou-se dar total transparência sobre a situação dos capitais mutuados, abrangendo desde a sua origem até a eventual decisão de continuidade de cobrança judicial -implementada para pressionar os devedores-, passando, obviamente, por detalhada análise da realidade patrimonial das empresas e coobrigados e, principalmente, posição mercadológica e possibilidade de recuperação econômica dos devedores” (…);
    - “No caso da Gremafer e da Aceto, foi efetuado, inclusive pela Diretoria, completo exame de todas as variáveis, tendo sido adotada opção por solução heterodoxa, compreendendo programa de desimobilização [arresto de imóveis], inclusive com concessão de crédito novo para retomada das atividades produtivas dos devedores (…)”.
    Parte do BB foi contra – Segundo a Folha apurou, em novembro de 95 havia divergência dentro do Banco do Brasil sobre se essa era a melhor opção a ser adotada. Mas a decisão final foi a de reduzir a dívida e dar mais dinheiro a Marin.
    Quem lê as páginas do processo da Gremafer e da Aceto nota que tudo tramitou pelas instâncias normais do Banco do Brasil. Não há nos documentos nenhuma indicação clara de pressão política. Mas fica evidente que as duas empresas tinham situação muito delicada para serem agraciadas em 95, com redução de dívida e mais dinheiro novo.
    A descrição do esquema está em um documento de outubro de 95. A conclusão formal é que o BB deveria aprovar a proposta formal de redução de dívida e oferecimento de dinheiro novo. Apesar dessa decisão favorável, o corpo do texto de 14 páginas traz inúmeros argumentos contrários.
    Por exemplo, depois que Gregorio Marin Preciado recebeu seu primeiro empréstimo em 93, diz o documento, “houve considerável saldo financeiro remanescente que passou a ser renovado sem nenhuma amortização”.
    E mais: “Para fazer frente aos inúmeros investimentos idealizados pelo sócio majoritário do grupo, a administração da agência optou por continuar assistindo as duas empresas, acatando expressivos valores em cheques em conta corrente”.
    Depois de fazer uma primeira recomposição de dívida em maio de 94, “em vista das expressivas obrigações assumidas pelas empresas junto ao banco e a terceiros que oneravam toda a sua capacidade de pagamento, foi realizada uma única quitação de uma única parcela, em outubro de 94″.
    Ou seja, as empresas de Gregorio Marin Preciado estavam em situação de inadimplência crônica em 95. Há também uma acusação contra o empresário. O documento do BB de outubro de 95 dizia: “Destaca-se que os recursos captados em nome do grupo possivelmente foram utilizados em diversos negócios pessoais do sr. Gregorio. (…) Tais investimentos não obtiveram o retorno esperado (…) provocando total descasamento entre a capacidade de geração de receitas e fluxos de desembolso das obrigações assumidas”.
    Desconto de R$ 57,3 mi – Ainda assim, com toda a depauperação da situação financeira da Gremafer e da Aceto, o Banco do Brasil optou em 95 por dar mais um empréstimo e conceder uma redução de dívida. O argumento básico era que o caminho por via judicial resultaria na obtenção de “créditos em valores inferiores aos apurados” na proposta de recomposição.
    A maior redução de dívida ainda estava para acontecer. Em 1998, o Banco do Brasil resolveu liquidar as operações e fazer uma nova recomposição.
    Infladas pelos encargos e juros altos, a dívida da Gremafer e da Aceto estava em R$ 61,380 milhões. Conseguiram um abatimento de R$ 57,266 milhões e passaram a dever apenas R$ 4,114 milhões e novas condições de pagamento.
    Não adiantou. A Gremafer e Aceto nunca saldaram suas dívidas. Hoje, a Gremafer deve R$ 3.142.937,30, valor que consta na contabilidade do BB no último dia 25 de abril. A Folha não obteve o valor atualizado do débito da Aceto. As duas empresas lutam na Justiça para não pagar. Querem receber de volta algum dinheiro, pois acham que os imóveis que cederam como penhora foram subavaliados.
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    Entenda o caso da privatização da Vale do Rio Doce – da Folha Online
    Veja, a seguir, os principais fatos que envolvem a suposta cobrança de propina durante a privatização da Companhia Vale do Rio Doce:
    Acusação – O economista Ricardo Sérgio, ex-diretor do Banco do Brasil, é acusado de cobrar comissão para ajudar a montar o consórcio que comprou a Companhia Vale do Rio Doce, em 1997. A acusação é feita por Benjamin Steinbruch, que liderou a compra da Vale e se tornou presidente de seu conselho de administração. Ricardo Sérgio nega as acusações.
    Queixa – Após ter arrematado a Vale, Steinbruch, segundo reportagem da revista “Veja”, teria se queixado em 1998 ao então ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros (Comunicações) e ao ministro Paulo Renato de Souza (Educação) sobre o comportamento de Ricardo Sérgio.
    Valor – Segundo Mendonça de Barros, Steinbruch relatou que o valor pedido por Ricardo Sérgio era de 15 milhões de dólares ou reais – à época, o dólar tinha a mesma cotação do real. De acordo com o ministro Paulo Renato, seriam R$ 15 milhões.
    O presidente – Mendonça de Barros diz ter informado o presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o caso. FHC teria dito não saber nada sobre o assunto e teria recomendado ao ministro a não se envolver no assunto.
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    Saiba os bastidores da privatização da Vale do Rio Doce
    da Folha Online
    Veja como aconteceu a privatização da Companhia Vale do Rio Doce, em 1997:
    Privatização – A CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) foi privatizada em 6 de maio de 1997. O consórcio Brasil, liderado pela Companhia Siderúrgica Nacional, de Benjamin Steinbruch, adquiriu o controle acionário da Vale por R$ 3.338.178.240.
    A surpresa – O resultado do leilão causou surpresa. O consórcio favorito era o Valecom, liderado pelo Grupo Votorantim, de Antônio Ermírio de Moraes, que contava com a participação da Anglo American, do Centrus (fundo de pensão do BC), do Sistel (fundo de pensão da Telebrás), da Caemi-Mitsui e da Japão-Brasil Participação (formado por 12 corporações).
    Intervenção – Para fazer frente ao Valecom, o governo FHC interveio no processo, impedindo que os demais fundos de pensão de estatais aderissem ao consórcio de Antônio Ermírio e optassem pelo consórcio de Steinbruch, que ficou assim:
    CSN, Previ (fundo de pensão do BB), Petros (fundo de pensão da Petrobrás), Funcef (fundo de pensão da CEF), Funcesp (fundo de pensão dos empregados da Cesp), Opportunity e Nations Bank (fundo).
    Opportunity – O Banco Opportunity, o mesmo que Ricardo Sérgio favoreceu em 1998 no leilão do Sistema Telebrás, criou o Sweet River Fund (Fundo Rio Doce) para atrair cotistas no exterior.
    Ermírio chegou a se reunir com FHC para reclamar da concentração de fundos no Consórcio Brasil e pediu uma participação mais equilibrada. Apesar disso, o Consórcio Brasil acabou ficando com a maioria dos fundos.
    ==========
    Saiba mais sobre Ricardo Sérgio, ex-diretor do Banco do Brasil – da Folha Online e da Folha de S.Paulo
    O ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira teria cobrado do empresário Benjamin Steinbruch, que liderou a compra da Companhia Vale do Rio Doce, R$ 15 milhões para organizar o consórcio vencedor da privatização, segundo reportagem da “Veja”. O ex-diretor nega as acusações.
    Veja, a seguir, as principais ligações de Ricardo Sérgio com o caso Vale e com políticos:
    Pré-história – Ricardo Sérgio de Oliveira, formado em economia pela PUC-SP e pós-graduado pela Fundação Getúlio Vargas, tornou-se em 1989 sócio da corretora de ações RMC S/A Sociedade Corretora.
    Em 1994, Ricardo Sérgio trabalhou informalmente como arrecadador de fundos para a campanha de José Serra (PSDB-SP) ao Senado, embora não aparecesse como tesoureiro.
    Início no BB – Em 1995, foi indicado pelo ministro Clóvis Carvalho (Casa Civil), com endosso de Serra, para ocupar a diretoria da Área Internacional do Banco do Brasil.
    As privatizações – Ricardo Sérgio desempenhou um papel decisivo no processo de privatização das estatais no governo FHC, influindo na atuação da Previ, fundo de pensão dos funcionários do BB.
    A Previ fez parte do Consórcio Brasil, que arrematou a Vale do Rio Doce em 1997, e do Consórcio Telemar, que adquiriu a Tele Norte Leste em 1998.
    Crise – Em 8 de novembro de 1998, foram divulgadas gravações clandestinas de telefonemas na sede do BNDES entre autoridades do governo sobre o leilão da Telebrás, em 29 de julho de 1998.
    As fitas indicam o interesse do ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, e do presidente do BNDES, André Lara Resende, para que o Opportunity vencesse um dos leilões.
    Nas conversas, o próprio presidente Fernando Henrique Cardoso permitiu que seu nome fosse usado para pressionar a Previ a entrar no consórcio liderado pelo Banco Opportunity.
    Em uma conversa com Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio revela que deu uma carta de fiança para o Opportunity, assegurando sua participação no leilão da Tele Norte Leste.
    Saída do BB – O escândalo da privatização das teles leva Ricardo Sérgio a deixar o cargo de diretor do BB em novembro de 1998.

    Na época em que Ricardo Sérgio aprontava essas e outras, eu trabalhava no Banco do Brasil. Isso é só a ponta do “iceberg”. Durante todo o governo Lula, toda tentativa de investigar a Operação Banestado e as coisas estranhas que levavam a Ricardo Sérgio eram imediatamente desmoralizadas. Chegou muito perto de Serra/FHC, pode parar !
    O último a tentar – e que quase chega lá – foi o delegado Protógenes. Quem sabe num governo Dilma a coisa venha à tona ?
    Portanto, o que está em jogo não é um aborto, bolinha de papel, rolo de fita crepe ou o bispo de Guarulhos. O burado é beeeeeeeeeeem mais embaixo.

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